MANIFESTO_PELO_RECONHECIMENTO_PROFISSIONAL_DOS_AS_LICENCIADOS_AS
MST Brésil — biblioteca (WP REST API) 2023 Skia/PDF m117 Google Docs Renderer SCORE 5/10
Document original ↗Synopsis
Ce manifeste brésilien (juillet 2023) revendique la reconnaissance professionnelle des licencié·es en Éducation du Champ (LEDOC), une formation universitaire née des demandes de mouvements sociaux paysans de lutte pour la terre. Depuis 15+ ans, plus de 35 institutions publiques forment des enseignant·es pour l'éducation de base en milieux ruraux, forestiers et aquatiques avec une approche pédagogique humaniste et adaptée aux spécificités des « peuples du champ, des eaux et des forêts ». Pourtant, les diplômé·es rencontrent une exclusion systématique : refus dans les concours publics, limitation aux postes précaires, harcèlement, restrictions régionales, obstacles particuliers pour les candidat·es autochtones. Le cas récent de l'État du Paraná (edital 011/2023) illustre comment l'appareil d'État sabote sa propre politique publique. Une articulation nationale (ANELEDOC) documente que cette exclusion est d'envergure nationale. Le manifeste, signé par 35+ universités et instituts fédéraux, revendique sept points : construction de politiques nationales, inclusion systématique aux concours, audition nationale, engagement de la Commission Nationale d'Éducation du Champ, appel des candidat·es déjà approuvé·es, construction/défense des écoles rurales, et renforcement financier de LEDOC. Révélant une contradiction majeure : l'État a créé cette formation en réponse aux luttes paysannes, mais la sabote dans l'emploi. C'est à la fois un enjeu de reconnaissance professionnelle et un enjeu politique envers les mouvements sociaux du champ qui ont porté cette demande.
En clair
Des universités et écoles d'agriculteurs ont créé une formation spéciale pour que les jeunes du monde rural puissent enseigner dans leurs propres écoles de village. Mais l'État refuse de les employer — les tests d'embauche ne reconnaissent pas leurs diplômes, même si les écoles en ont besoin. Ce texte raconte comment les diplômé·es, aidé·es par les universités, se battent pour être embauchée·es comme tout professeur ordinaire.
Extraits
É um curso resultante da demanda por educação dos Movimentos Sociais do Campo de luta pela terra
Licenciatura em Educação do Campo representa uma importante política pública de acesso à educação de qualidade de nível superior aos povos do campo, das águas e das florestas
uma formação humanística e que respeita as especificidades dos sujeitos do campo, das águas e das florestas
A construção, reconstrução, manutenção e defesa das escolas do campo, das águas e das florestas como importantes espaços para a atuação profissional
mesmo com a demanda das escolas por profissionais, os/as Licenciados/as desses cursos têm encontrado dificuldades para sua inserção
os limites que indígenas licenciados/as em Educação do Campo têm encontrado para assumirem vagas e atuarem nas escolas em seus territórios
o curso foi criado e é reconhecido pelo Ministério da Educação, e habilita o/a licenciado/a para atuar nas escolas
edital do concurso público Nº 011/2023 – DRH/SEAP, em março deste ano, que na prática excluiu a Licenciatura em Educação do Campo
O levantamento que vem sendo realizado pela Articulação Nacional de Estudantes e Licenciados/as da Educação do Campo (ANELEDOC) evidencia a existência de um problema de proporções nacionais
Há relatos vindos de Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Tocantins