FONEC NOTA PÚBLICA DE DENÚNCIA FECHAR ESCOLA É CRI_260126_174706

MST Brésil — biblioteca (WP REST API) 2026-01-27 SCORE 5/10

Document original ↗

Synopsis

Le FONEC (Forum National pour l'Éducation de la Campagne, des Eaux et des Forêts) dénonce la fermeture systématique des écoles rurales au Brésil comme stratégie politique intentionnelle de destruction des communautés paysannes, indigènes, quilombolas et extrativistes. Entre 2000 et 2024, 163 854 écoles ont été fermées, dont 110 758 en zones rurales ; en 2024 seul, 3 159 écoles ont disparu, et 31 321 restent paralysées. Le document détaille les pratiques des autorités éducatives : imposition de quotas minimums d'élèves sans fondement légal, discours de « modernisation » et de « nucléation » masquant une réalité de précarité accrue (trajets de 45 minutes, absence de bibliothèques et laboratoires). Les fermetures affectent spécifiquement les assentamentos (terres de réforme agraire), les territoires indigènes et quilombolas, et les communautés d'agriculture familiale. Le FONEC argue qu'aucune loi n'autorise ces fermetures, qui violent le droit constitutionnel à l'éducation et la LDB. L'organisation dénonce cela comme un « crime social, politique et éducationnel » et un acte de violence territoriale : « fermer une école du champ, c'est attaquer l'existence même des communautés ». Le document appelle à la mobilisation des mouvements sociaux, parlementaires, ministères publics pour arrêter cette « stratégie d'abandon institutionnel » qui vide les campagnes de leurs habitants.

En clair

Les autorités ferment les écoles à la campagne pour vider les villages et libérer les terres. Sans écoles, les familles paysannes et indigènes sont forcées de partir en ville, et leurs territoires restent vides ou libres pour d'autres projets. Pour que les jeunes paysans puissent rester au champ et que les communautés survivent, il faut garder les écoles ouvertes.

Extraits

O crime se materializa por meio de decisões administrativas autoritárias, antidemocráticas e profundamente violadoras do direito constitucional à educação, atingindo diretamente crianças, adolescentes, jovens e adultos das comunidades camponesas, ribeirinhas, indígenas, quilombolas, extrativistas e agricultura familiar.

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Fechar uma escola do campo é atacar a própria existência das comunidades. A violência no campo começa com a porta de uma escola fechada.

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O fechamento de escolas do campo não é um fenômeno isolado ou casual. Trata-se de uma estratégia política intencional

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entre os anos de 2000 e 2024 foram extintas 163.854 escolas: 110.758 nos territórios rurais

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Contudo, não existe legislação que permita aos gestores educacionais o fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombola. Trata-se de uma escolha política que infringe a legislação

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Defendemos 'nenhuma escola pública a menos' e a criação de novas escolas nas comunidades do campo, das águas e das florestas.

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A escola é vida na comunidade, patrimônio coletivo e expressão da democracia e dos sonhos das nossas crianças e jovens.

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Ao negar o direito de acesso à escola pública no território em que se vive, milhares de famílias ficam expostas ao abandono institucional

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NENHUMA ESCOLA A MENOS! FECHAR ESCOLA É CRIME! RAÍZES SE FORMAM NO CAMPO!

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