NOTA-DE-APOIO-MST

MST Brésil — biblioteca (WP REST API) 2022-08-24 SCORE 4/10

Document original ↗

Synopsis

Cette note de solidarité du MST Mato Grosso (24 août 2022) documente une occupation du bâtiment du INCRA-MT pendant la 2e Semaine de la Résistance Paysanne. Plus de 200 travailleurs rurals, dont certains acampés depuis plus de 20 ans, occupent l'Institut national de colonisation et réforme agraire pour forcer l'accélération des processus bureaucratiques de réforme agraire. Le MST dénonce l'inertie institutionnelle et affirme que les organismes publics responsables de la réforme agraire se trouvent « appointés et alignés aux seuls bénéfices des riches latifundiaires ». Le document révèle une tension structurelle : le droit légal à la réforme agraire existe, mais les institutions chargées de l'appliquer traînent les pieds, laissant les familles dans l'attente pendant des décennies. Le MST appelle à une mobilisation plus large pour défendre le droit à la terre et contre la violence aux champs, avec le slogan « La Paix aux Champs a un nom : Réforme Agraire! ». Cet appel illustre la persistance de la lutte pour l'accès à la terre au Brésil et la nécessité d'une pression collective pour forcer les institutions à honorer leurs mandats.

En clair

Depuis 20 ans, des familles paysannes campent au bureau du gouvernement qui est censé leur donner des terres, mais celui-ci traîne les pieds. Le MST dit : assez attendu, occupons le bâtiment pour forcer l'État à appliquer sa propre loi sur la réforme agraire, et arrêtez de protéger les gros propriétaires terriens.

Extraits

O MST Mato Grosso se solidariza com os/as mais de 200 trabalhadores/as que em luta ocupam o INCRA – MT durante a 2ª Semana da Resistência Camponesa.

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As famílias de diferentes regiões do Estado e acompanhadas pela CPT - Comissão Pastoral da Terra ocupam o órgão público para reivindicar o direito à terra e dignidade para os trabalhadores rurais.

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Estas famílias, algumas já acampadas há mais de 20 anos, cobram que o INCRA e outros órgãos públicos que arrastam burocracias há anos, deem celeridade e encaminhamento aos processos.

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É um descaso com o povo trabalhador deste país, que áreas públicas que por lei deveriam estar sendo encaminhadas para reforma agrária por iniciativa do Estado, tenham tanta morosidade e desinteresse.

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instituições responsáveis de fazer a reforma agrária, e que hoje se encontram aparelhadas e alinhadas aos benefícios apenas dos ricos latifundiários.

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Convidamos a toda a sociedade organizada de Mato Grosso para que em defesa do direito à terra, a reforma agrária e contra a violência no campo, nos manifestemos em defesa e solidariedade a esses trabalhadores.

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Paz no Campo tem nome, Reforma Agrária!

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