2014-EM_002_maio-Transgênicos_
MST Brésil — biblioteca (WP REST API) 2014-06-06 SCORE 6/10
Document original ↗Synopsis
Ce rapport du CONSEA (Conseil national de sécurité alimentaire et nutritionnelle du Brésil, mai 2014) synthétise les débats d'une « Mesa de Controvérsias » (table de controverse) tenue en juillet et décembre 2013 sur les organismes génétiquement modifiés (OGM/transgéniques). Le document place la critique des transgéniques sous l'angle de la souveraineté alimentaire, de la sécurité nutritionnelle et du droit humain à l'alimentation. Il expose trois axes : (1) l'accès aux semences, menacé par le monopole multinational (notamment Monsanto, qui contrôle 46 % des variétés transgéniques libérées et prévoyait 70 % de la production de soja brésilienne en 2012) et la disparition des variétés non-transgéniques ; (2) l'inefficacité réelle des promesses des OGM (pas d'augmentation de la rentabilité, hausse drastique de l'utilisation d'herbicides malgré les promesses contraires) ; (3) les failles du processus décisionnel de biosécurité. Le rapport valorise explicitement l'agriculture familiale, l'agroécologie, et les semences crioulas (semences paysannes traditionnelles) conservées par les paysans et les peuples autochtones dans leurs territoires, comme garants de la souveraineté alimentaire, de l'agrobiodiversité et de l'autonomie paysanne. Il reconnaît les avancées de la Politique nationale d'agroécologie et de production organique (Pnapo) tout en pointant les obstacles administratifs au développement des semences traditionnelles.
En clair
Ce rapport brésilien montre comment les grandes multinationales (surtout Monsanto) contrôlent les semences et rendent les paysans dépendants. Le gouvernement brésilien demande à la place de protéger l'agriculture familiale, les semences locales des paysans, et l'agroécologie, pour que les paysans gardent leur liberté et leur capacité à se nourrir eux-mêmes.
Extraits
O objetivo da Mesa de Controvérsias foi debater, dar visibilidade e elaborar recomendações, a partir da ótica da Soberania, Segurança Alimentar e Nutricional e do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável
quanto maior o controle multinacional do mercado de sementes, maior a proporção de variedades transgênicas ofertadas
A companhia Monsanto, que detém 46% dessas variedades, divulgou, em 2012, a previsão de que 70% da soja colhida no Brasil fosse derivada de suas sementes
O agricultor familiar que mantém sua própria semente não depende de mercados nem fica sujeito àquilo que é ofertado ou doado por programas governamentais
o Consea tem reiterado a importância da agricultura familiar, dos povos indígenas e dos povos e comunidades tradicionais para a segurança alimentar e nutricional do país
nos territórios indígenas e de povos e comunidades tradicionais existe um precioso acervo de sementes crioulas e outros materiais propagativos
O crescimento exponencial das liberações de transgênicos no Brasil foi resultado da promessa de maior eficiência agronômica e de menor uso de agrotóxicos, fato que não se comprovou
Na safra 2010/11, 25,8 milhões de hectares foram cultivados com organismos geneticamente modificados (OGM)
a adoção das sementes crioulas/tradicionais por programas públicos desde 2003 continua esbarrando em dificuldades de variadas ordens